Para compreender o comportamento humano é fundamental conhecer a motivação humana. O conceito de motivação se utilizou com diferentes sentidos. Em geral, motivo é o impulso que leva à pessoa a atuar de determinada maneira, isto é que dá origem a um comportamento especifico.

Este impulso à ação pode ser provocado por um estímulo externo, que provenha do ambiente, ou gerado internamente por processos mentais do indivíduo. Neste aspecto a motivação se relaciona com o sistema de cognição do indivíduo. Cognição ou conhecimento representa o que as pessoas sabem a respeito de si mesmas e do ambiente que as rodeia. O sistema cognitivo de cada pessoa inclui seus valores pessoais e esta profundamente influído por seu ambiente físico e social, sua estrutura fisiológica, os processos fisiológicos, e suas necessidades e experiências anteriores.

Em conseqüência, todos os atos do indivíduo estão guiados por sua cognição pelo que sente, pensa e crê.

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Apesar de todas estas grandes diferenças, o processo que dinamiza o comportamento humano, é mais ou menos semelhante em todas as pessoas. Existem três premissas relacionadas entre se, para explicar o comportamento humano:

  • O comportamento humano tem causas. Existe uma causalidade no comportamento. Tanto a herança como o meio influem decisivamente no comportamento das pessoas. O comportamento é causado por estímulos internos ou externos.
  • O comportamento humano é motivado. Existe uma finalidade em todo comportamento humano. O comportamento não é causal nem aleatório, senão orientado ou dirigido para algum objetivo.
  • O comportamento humano está orientado para objetivos pessoais. Depois de todo comportamento sempre existe um impulso, desejo, necessidade, tendência, expressões que servem para designar os motivos do comportamento. (NOVAES, 1972)

Se estas três premissas fossem corretas, o comportamento humano não seria espontâneo nem estaria isento de finalidade: Sempre teria algum objetivo implícito ou explícito que oriente o comportamento das pessoas .

CICLO DA MOTIVAÇÃO

O comportamento humano pode explicar-se mediante o ciclo da motivação, isto é, o processo mediante o qual as necessidades condicionam o comportamento humano, levando-o a algum estado de resolução. As necessidades ou motivações não são estáticas; pelo contrário, são forças dinâmicas e persistentes que provocam determinado comportamento. Quando surge, a necessidade rompe o equilíbrio do organismo e causa um estado de tensão, insatisfação, incomodidade e desequilíbrio que leva ao indivíduo a desenvolver um comportamento ou ação capaz de descarregar a tensão ou livrá-lo da incomodidade ou desequilíbrio.

Se o comportamento é eficaz, o indivíduo encontrará a satisfação da necessidade e, em conseqüência, a descarga da tensão provocada por ela. Satisfeita a necessidade, o organismo volta ao estado de equilíbrio anterior e a sua forma natural de adaptação ao ambiente. O ciclo da motivação pode resumir-se da seguinte maneira.

Com a repetição do ciclo da motivação (reforço) e a aprendizagem que de ali se deriva, os comportamento ou ações se tornam gradualmente mas eficazes na satisfação de certas necessidades. Uma necessidade satisfeita não é motivadora de comportamento, já que não causa tensão, incomodidade nem desequilíbrio. Em conseqüência, uma pessoa que não tem fome não esta motivada a procurar alimento para comer. (DAVIS, 1992)

A necessidade pode ser satisfeita, frustrada ou compensada (transferida a outro objeto). No ciclo da motivação representada na figura anterior, existe um estado de equilíbrio interno (da pessoa) alterado por um estímulo (interno) ou incentivo (externo), que produz uma necessidade. A necessidade provoca um estado de tensão que leva a um comportamento ou ação que conduz à satisfação daquela necessidade.

Satisfeita esta, o organismo humano retorna ao equilíbrio interno anterior. No entanto, nem sempre se satisfaz a necessidade. Muitas vezes, a tensão provocada pelo surgimento da necessidade encontra uma barreira ou um obstáculo para sua libertação.

Ao não encontrar saída normal, a tensão represada no organismo, procura um mecanismo indireto de saída, seja através do social (agressividade, descontentamento, tensão emocional, apatia, indiferença, etc).

Seja através da fisiologia (tensão nervosa, insônia, repercussões cardíacas ou digestivas etc) isto se denomina frustração, já que a tensão não se descarrega e permanece no organismo provocando certos sintomas psicológicos, fisiológicos ou sociais.

Em outras ocasiões, a necessidade não é satisfeita nem frustrada, senão que se transfere ou compensa. A transferência ou compensação se apresenta quando a satisfações de uma necessidade, serve para reduzir ou aplacar a intensidade de outra necessidade que não pode ser satisfeita. É o que sucede quando a promoção a um cargo esta rodeada de um bom aumento de salário ou de um novo escritório de trabalho. (CHIAVENATO, 2000)

O indivíduo tende a desenvolver suas forças motivacionais como produto do ambiente cultural no qual vive, de maneira pela qual as pessoas percebem seu trabalho e encaram suas vidas.

Há forças motivacionais dominantes no indivíduo e que demonstram a importância da motivação.

- Motivação para a Realização

É um impulso para vencer desafios, avançar e crescer na busca de seus objetivos. A realização é importante em si mesma, independente que possam acompanha-las.

Rod Auerbach, treinador, gerente-geral e presidente do time de basquete muitas vezes campeão mundial “Boston” tinha uma única resposta simples quando lhe pergutavam como motivava seus jogadores. Recorria ao orgulho pela excelência, ao orgulho de fazer parte do maior time do mundo, era desafio de procurar e a alegria de usar o anel de campeão como símbolo da realização coletiva do grupo. (Davis e Nenstron, 1992, p. 48)

- Motivação por Afiliação

É um impulso para relacionar-se eficazmente com as pessoas.

As pessoas motivadas pela afiliação trabalham melhor quando são elogiadas por atitudes favoráveis e cooperação. Elas tendem a escolher amigos para estarem a sua volta. Experimentam satisfação interior quando estão com amigos e desejam liberdade no trabalho para desenvolverem estes sentimentos.

-  Motivação para a Competência

É o impulso para realizarem o trabalho de alta qualidade. Os colaboradores motivados pela competência do domínio do trabalho, o desenvolvimento das atividades de resolução de problema e esforça-se em ser inovadores. O mais importante é tirar proveito das próprias experiências.

Por exemplo, uma estilista que se sente bem consigo mesma quando recebe o reconhecimento dos outros ao criar um excelente desenho. Entretanto, deixa seu supervisor furioso quando não atende seus prazos e antagoniza-se com seus colegas de trabalho, uma vez que não consegue interagir com eles.

De modo bastante claro, sua orientação para a competência é mais forte do que sua necessidade de afiliação. (BERGAMINI, 1997)

-  Motivação para o Poder

É o impulso para influenciar pessoa e situações. Por sua vez, querem criar um impacto em suas organizações e assumem riscos ao fazê-lo.

As pessoas se tornam excelentes administradores caso suas necessidades sejam de poder institucional em lugar de poder pessoal.

O conhecimento das forças motivacionais ajuda os administradores a compreenderem as atitudes de seus colaboradores no trabalho. Podendo lidar com cada colaborador de maneira particular, levando em consideração o impulso motivacional mais forte em cada caso.

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