Este é um dos âmbitos de atuação da ginástica laboral onde esta pode atuar mais ostensivamente, sendo um fator primordial devido ao fato de que esta atinge cada vez mais funcionários nas empresas brasileiras.

Desta forma, deve-se caracterizar mais claramente as lesões por esforços repetitivos, tornando-se mais explicita algumas abrangências, conceitos e definições e outros fatores considerados indispensáveis para a contextualização e importância.

Por AD Monografias e Trabalhos de Pesquisa

CONCEITO

Na Antiguidade o homem andava de um local para o outro, apenas caçando e pescando para se alimentar. No entanto, a partir da evolução da espécie humana, este passou a exercer morada fixa, onde viu a necessidade de criar ferramentas que o auxiliasse no trabalho.

No início, estas tinham um caráter puramente artesanal, mas com a evolução da industria e tecnologia, surgiram às máquinas, e através das investigações de, pode-se observar que a tecnologia apresentada tem contribuído de maneira eficaz para o desenvolvimento da produtividade (GRANDJEAN, 1988).

De acordo com este fator, é necessário ater-se ao fato de que essa transformação em busca da produtividade tem proporcionado a ocorrência de inúmeras doenças ocupacionais decorrente de sobrecarga osteomusculares, estáticas ou dinâmicas, atingindo principalmente os membros superiores, ombros, pescoço e região cervical.

Pode-se descrever duas conseqüências principais ocasionadas pela busca do rendimento em grandes concentrações e sem preparo suficiente:: a fadiga e o subdesenvolvimento das funções orgânicas do trabalhador. Estes são problemas com a saúde que podem vir a ocasionar a implantação de LER  (MIRANDA, 1998).

No país, o termo LER foi introduzido em 1986, por Mendes Ribeiro no primeiro Congresso Estadual de Saúde dos Profissionais de Processamento de Dados, no Rio Grande do Sul, com o objetivo de caracterizar as lesões apresentadas pelos digitadores, campo primário e de maior visibilidade da detecção destas lesões.

Sabendo-se de onde foi o surgimento da LER, procurou-se buscar uma definição para a mesma. Isolou-se uma definição onde LER é um conjunto de disfunções músculo-esqueléticas que acometem os membros superiores e região cervical e estão relacionadas ao trabalho (BARBOSA, 2000).

No Brasil o conjunto destas disfunções é denominado LER, mas em outros países recebe denominações diferenciadas.

Outra definição de LER  seria um conjunto de sintomas que acometem tendões, músculos, nervos, ligamentos e outras estruturas responsáveis pelo movimento dos membros superiores, das costas, região do pescoço, ombros e membros inferiores, atualmente denominadas de DORT (Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho).

Ambas as siglas representam as mesmas patologias que são causas de despesas com tratamento médico nas empresas.

Hoje em dia existe uma certa ineficácia médica para o tratamento do trabalhador com LER, onde há relatos de que o tratamento médico apenas provoca uma regressão nos sintomas, não solucionando a causa do problema (BARBOSA, 2000).

Considerando essa ineficácia, observa-se então a fundamental importância de se realizar um trabalho preventivo para evitar a instalação da LER, sendo que a principal maneira para preveni-la, provavelmente é a implantação de um programa de ginástica laboral.

SINTOMATOLOGIA

A LER possui uma instalação repticial e constante na vida cotidiana do trabalhador, sendo os principais sintomas o cansaço e as dores localizadas, sendo que estes podem variar de acordo com o estágio em que ela se encontra.

Pode-se definir quatro estágios de implantação de LER, explicitados abaixo:

- O primeiro estágio é o momento em que as dores aparecem durante as atividades realizadas e desaparecem nos momentos de descanso, podendo ocorrer sensação de peso, dormência e desconforto em áreas específicas.

- Durante o segundo estágio as dores são mais persistentes e intensas, acompanhadas de formigamento, calor localizado e leve perda de sensibilidade, e a localização da dor é mais precisa (LIMA, 2004).

Durante os picos de atividade a intensidade da dor aumenta, e mesmo durante o repouso a dor não desaparece totalmente e os sinais clínicos ainda não aparece.

-O terceiro estágio é um período onde a dor é contínua e até certo ponto insuportável, tornando os movimentos limitados.

As dores afetam o membro fazendo com que percam a força. O repouso acaba por atenuar a intensidade da dor, não desaparecendo por completo.

Durante o terceiro estágio ocorrem alterações psicológicas no indivíduo e os sinais clínicos estão presentes.

-O quarto estágio é o mais avançado, sendo considerado gravíssimo, podendo levar o trabalhador à invalidez.

Durante esta etapa a pessoa perde a força e controle dos movimentos, o inchaço transforma-se em deformidade e a dor migra para outras partes do corpo. Este estado físico pode levar a pessoa a uma profunda depressão (MIRANDA, 1998).

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