Os hipertextos põem de manifesto as possibilidades que oferecem os processos de leitura e pensamento: permitem ao leitor interpretar materiais textuais de uma maneira única, útil e significativa e, ao mesmo tempo, advertir que não existe um único critério para organizar a informação, facilitando a aprendizagem significativa, o que sucede em situações de aprendizagem caracterizadas por um processo de contraste, de revisão e de construção de esquemas de conhecimentos sobre os conteúdos.
Artigo estruturado a partir da equipe de desenvolvimento – Monografia AC
A natureza destes esquemas de conhecimentos depende do nível de desenvolvimento e das aprendizagens prévias do sujeito, e constituem representações que uma pessoa possui sobre algum objeto de conhecimento. (Ausubel, 1983).
O hipertexto oferece muitas e novas possibilidades de matéria de educação, se os professores desejam aproveitar-se disso e intervir e desenvolver um papel ativo em meios de ensinos mediados pela atual cultura impregnada das novas tecnologias da informação e comunicação, e entre elas, dos meios hipertextuais, deverão desenvolver novas destrezas e habilidades relacionadas com a leitura e interpretação, e por que não também, com o desenho da informação de tais meios hipertextuais.
Isto porque os estudantes, que na atualidade participam nestes meios, enfrentam-se com a necessidade de ler e, no melhor dos casos, de avaliar muita informação de diversas fontes, podendo-lhes resultar difíceis o entendimento e a sustentação de uma atitude crítica quando o fazem.
Mas se pretendemos que se beneficiem e aprendam ativamente com a informação ali contida, e que os docentes facilitem este processo, como mediadores de cultura nos meios áulicos, é necessário que sejam leitores compreensivos, para poder assim ensinar a ler compreensivamente o contido nos hipertextos. Este é um post muito interessante com um vídeo explicativo sobre a aplicabilidade da hipermídia e dos hipertextos
Para isso é necessário ser capaz de integrar informação dispersa.
Sendo que no processo de ensinar e aprender docentes e estudantes, acedem aos hipertextos mediante dispositivos multimidiáticos e Internet e portanto lêem hipertextos e dado que por sua natureza o hipertexto se apresenta como um conjunto de fragmentos de texto, imagens, som, etc. hipervinculados, resulta conveniente indagar sobre se as habilidades de integração de fragmentos de informação para a criação de informação complexa é necessária para melhorar a capacidade de entendimento leitor hipertextual.
Perguntamo-nos então se a capacidade de integração de fragmentos de dados dispersos influi significativamente na capacidade de entendimento de hipertextual?
Este interrogante deu origem a um trabalho de tese, no que os autores deste artigo nos encontramos trabalhando com o objetivo de provar que existe uma relação significativa entre a capacidade de integrar fragmentos de informação dispersos num hipertexto e a capacidade de entendimento deste.
A capacidade de integração fragmentária é definida como aquela que permite ao leitor construir [desfragmentar] informação dispersa e conseguir compreender mediante a leitura hipertextual. Sem dúvida que devem existir mecanismos que se põem em jogo na leitura compreensiva hipertextual que podem não estar presentes na leitura linear.
Observa-se que este é um excelente tema para reflexão acadêmica, mas não só, é um tema bastante amplo para blogueiros, mídias online, entre outros.
Suporte em monografias como base bibliográfica – Monografia AD
9 April, 2008 at 6:20 pm
HIPERTEXTOS E HIPERMIDIAS – panorama para educacao « MONOGRAFIAS ALPHA…
Os hipertextos e hipermidias estão revolucionando o panorama educacional a partir do uso da internet na educação. Como se dá o entendimento da intertextualidade? Perde-se ou se ganha?…