A administração de antibióticos nos quadros de meningite bacteriana traz atrelada a destruição do agente infeccioso, fato que se relaciona com a liberação de estruturas altamente antigênica como é o caso dos lipopolissacarídios das bactérias gram negativas, a resposta desencadeada pode resultar nociva para o próprio tecido do hospedeiro.
A Alpha monografias de base para monografia e tcc de saude realizou esta monografia visando o estudo da meningite bacteriana, principalmente focando na farmácia terapêutica.
A dexametasona é um dos agentes mais estudados para prevenir tais complicações, ainda que gerou muitas controvérsias ( I.D.S.A 1993) a favor e contra seu uso.
A vantagem do uso dos corticoides no tratamento da meningite bacteriana, administrado previamente à infusão dos antibióticos (por um lapso de 48 hs. A 72 hs.) reduz a taxa de complicações (por exemplo: hipoacusia/surdez, em casos de H. Influenzae). Em contrapartida, trabalhos recentes põem em dúvida a eficácia desta droga.
Desde o ano 1988 se realizaram diversos estudos clínicos sobre terapêutica coadjuvante com o uso de corticoides (dexametasona). O desenho de algumas investigações arrojam certas dúvidas; é assim que a interpretação e/ou comparação dos resultados não pode pôr fim a esta disjuntiva.
Numa conferência, o Dr. George McCracken enfatizou que é fundamental o momento da administração da dexametasona como coadjuvante na terapeutica desta patologia: deve-se iniciar antes ou, caso não seja possível, junto à terapêutica antibiótica, para tratar de impedir uma maior concentração de Fator de Necrose Tumoral-alfa, um dos mais importantes mediadores na resposta inflamatoria. Conquanto atualmente não cabe dúvida a adoção a favor da dexametasona nos pacientes pediátricos, não ocorre o mesmo nos adultos, onde somente um estudo avalia a este a grupo etário.
A maioria dos estudos focaliza sua atenção em pacientes pediátricos; não existem recomendações formais para seu uso em pacientes adultos. De todos os modos, é razoável considerar a administração de terapêutica coadjuvante também, principalmente naquelas situações onde se demonstrem a presença de agentes patogênicos no Gram (L.C.R), dado que reflete uma elevada concentração bacteriana em tal lugar (FARHAT, 1992); outras possíveis indicações se baseiam na presença de indicadores de prognóstico negativo como:
a) alteração da consciência, hipertensão endocraneana, e edema cerebral. A dose recomendada é: 0.6 mg/kg/dia em quatro dose por 48 hs., ou 0.8 mg/kg/ dia em duas doses.
PNEUMOCOCO RESISTENTE (PENR) : O GRANDE DESAFIO. A história do pneumococo resistente aos antibióticos data do ano 1917 durante a terapia com optoquina num paciente com pneumonia. Este antibiótico teve uma utilização limitada por seus efeitos adversos(FINK, 1987). A qualidade de uma pesquisa em monografia reside não somente no preparo e no esmero nas também nas bibliografias selecionadas.
Na década de quarenta se demonstrou resistência intratratamento às sulfas em pacientes com meningite e se selecionaram mutantes de laboratório resistentes à penicilina. A primeira cepa de pneumococo Pen R como tal, foi identificada num paciente australiano portador de uma hipogamaglobulinemia (CIM 6.0 Ugr/ml) nos primórdios da década de setenta. Em Nova Guiné e África do Sul se registraram casos nesses mesmos anos, neste último com reportes superiores aos 20%. O primeiro caso que se informa nos EUA é no ano de 1974. Depois, as cepas de Neumococo PenR se expandiram pela Espanha, França, Hungria, Islândia e outros países europeus e asiáticos (FARIA, 2002); na Espanha em 25% a 35%, na Hungria em 55% e na África do Sul 23% dos isolamentos de Pneumococo PenR correspondem a resistências de alto nível.Aqueles países com um controle estrito sobre a utilização de antimicrobianos como Finlândia e Bélgica, os quais contam com um sistema de vigilância, apresentam cifras de Pneumococo PenR inferiores aos 2% em geral.
A cifra média de resistência em nosso país é do 20%, percentagem similar ao comunicado pelos EUA, Alemanha e Suécia. O Peumococo pode ser portado tão precoce como o primeiro dia de vida. A média de idade para a primeira detecção do mesmo é aos 6 meses. A primeira aquisição se associa com um aumento no risco de desenvolver doença clínica. Os sorogrupos 6,14, 19 e 23 -aqueles vinculados com PenR- correspondem aos 2/3 dos Peumococos isolados durante os dois primeiros anos de vida. Associam-se freqüentemente com bacteriemia e otite média nas crianças e são invulgares nos adultos.
A infecção prolongada e a rápida reaquisição, aumenta as chances de exposição destas cepas aos antibióticos e, portanto, de condicionar um importante fator seletivo para o desenvolvimento de resistência.
A distribuição do Pneumococo resistente a nível mundial, especialmente em determinadas áreas onde a prevalência é maior levou a considerar este fenômeno dentro do grupo das chamadas doenças emergentes. O reconhecido papel da pressão seletiva pelo uso inadequado de antibióticos na aquisição e aumento de tal resistência faz refletir à comunidade médica sobre a importância de contar com conhecimentos sólidos que permitam resolver de maneira conveniente infecções por este agente patogênico, pelo qual se contará com adequados antimicrobianos e a vacina 23-valente.
Conte com a AD Monografias de base para uma monografia excelente
8 December, 2008 at 10:35 pm
Agradeço pela dica aqui postada, em relação ao tema a ser desenvolvido em uma monografia.
Continuem com o trabalho de vocês.
Rafaela.